segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A Ira segundo a Kabbalah



A Bíblia relaciona os olhos à “Lâmpada do Corpo”, tanto que Jesus pede para que tenhamos “bons olhos” para que não haja “trevas” em nós.
Claro que ninguém gosta de ouvir falar que existem “trevas” em si. Mas há uma diferença entre um “ser que vive em trevas” e um “ser que deixa a treva entrar por alguns minutos”. O ser irado é esse segundo.
Quando sentimos raiva, naquele exato momento, nosso espírito, que é a própria Luz do Criador em nós, a Centelha Divina que o Pai deu a cada um, afasta-se, dando espaço para que energias negativas ocupem o espaço vazio. Por isso a Kabbalah, que  é a alma da Bíblia, sua tradução mais profunda, explica que não devemos olhar para os olhos de uma pessoa irada. E a sabedoria popular nos manda ficar bem longe ou não discutir nestes momentos, porque, de verdade, não resolveria nada. Pelo contrário!
Quantas palavras ofensivas e atos violentos são ditos ou praticados em tais “aberturas”?
Outra questão relacionada à ira é a carga energética que ela carrega. Para quem conhece um pouquinho de Kabbalah, já ouviu falar de uma Sefirat chamada Binah, que é nosso armazém energético. Só que Binah está lá em cima na Árvore da Vida. Não é fácil chegarmos até ela. Muita oração, meditação, domínio próprio, restrições, caridade...enfim, caminhos não tão fáceis, ou rápidos.
Porém, podemos perceber desde cedo que podemos ser fortes, enérgicos, que podemos “receber” energia muito rapidamente. Além do uso de algumas drogas, entre elas o álcool, a ira faz com que alcancemos o “topo da árvore” em poucos segundos. Ou seja, pulamos etapas, produzimos um curta-circuito. Há um verdadeiro jorro de energia. A pessoa sente-se inundada de força e poder.
Quem já viu um curta-circuito sabe que ele produz uma luz, uma pequena chama e é justamente dessa energia que a pessoa irada se alimenta. Só que logo em seguida, vem a “ressaca”, as “trevas” de que Jesus falou. E suas conseqüências para a saúde física. Quando mais “curta-circuitos” vamos produzindo, mais espaço para enfermidades, daí a importância de ter domínio sobre as emoções e sentimentos.

Definição Wikipédia: “Curto-circuito é a passagem de corrente elétrica acima do normal em um circuito devido à redução abrupta da impedância deste. Normalmente o curto-circuito provoca danos tanto no circuito elétrico em que ocorre como no elemento que causou a redução de impedância.

Um exemplo de curto-circuito, que acidentalmente é comum em residências, ocorre quando se coloca as extremidades de um fio metálico nos orifícios de uma tomada. Geralmente os curto-circuitos provocam reações violentas devido à dissipação instantânea de energia, tais como: explosões, calor e faíscas. É uma das principais causas de incêndios em instalações elétricas mal conservadas ou com erros de dimensionamento.”

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Mestre, Yeva Saba


O que significa um mestre para você?
Por alguns minutos pense nisso, onde em sua vida diária existe um relacionamento com um mestre do conhecimento. Quando você não entende alguma coisa e não tem certeza do que você precisa fazer e você sente que a situação envolve muito julgamento, você tem mestre para perguntar?
Por muitas vezes estamos observando as pessoas, uma Consciência Meu Mestre (Rabbi) que busca iniciados para partilhar a tradição dos ancestrais. Aquela consciência que se manifesta para despertar juízos, para que você perceba que o julgamento vai resultar em luz.
O mais importante é reconhecer a Si mesmo, no entanto você pensa como se já soubesse algo, como se já fosse iniciado. Isso acontece porque você não vê um mestre em Si mesmo, ainda vê apenas as disputas intelectuais. Não tem ouvidos para o que estou falando. Pensa que ama a verdade, mas ama apenas a sensação de deter a verdade, a verdade nunca estará aí nesse espaço.
“Apenas duas pessoas pode salvar um homem da morte, a sua mãe e o seu mestre”.
Se você quiser ser encontrado por um mestre, precisa saber se comportar como um discípulo, um discípulo respeita a sabedoria e aquela que a transmite, um discípulo apoia o trabalho de seu mestre com os seus recursos, um discípulo aprecia os apontamentos de um sábio, e vivencia, ele mesmo o seu próprio caminho. Um discípulo ama a verdade e não os dogmas e representantes de religiões, o discípulo vive com o Sagrado, sem intermediações. Um discípulo levanta-se ao ver o mestre.
Um mestre é ativado pelo seu comportamento, apenas quando você remover os bloqueios, o mestre será percebido claramente e ele vai apontar para o princípio de seu Tiqun (Reparo) e não para o conhecimento. O objetivo do mestre é sempre a correção (Tiqun) das almas e não fartá-las de conhecimento.
Não procure por conhecimento, procure realizar o seu Tiqun (Reparo). Sem isso, apenas o círculo vicioso permanecerá em você.
Ninguém tem a coragem de lhe dizer o que digo: "sente aí, não faça nada, apenas reconheça a Si mesmo". Todos dizem: "faça meus cursos, compre meus livros, vamos em turismo para Israel, Índia e etc e tal".
Quando você dedicar parte de seu tempo para aprender um dos idiomas para os quais o Zohar foi traduzido (latim, hebraico, espanhol, inglês ou francês, ou o próprio aramaico) você vai querer ler o Zohar em 3 meses, depois em 6, depois em um ano, depois todos os dias por um ano, vai querer vivenciar seus ensinamentos e vai querer conhecer os livros antigos citados no Zôhar. Vai estudá-los e vivenciá-los. Depois você vai ter interesse pela historia da Cabalá, vai estudar inúmeros livros escritos das mais diferentes perspectivas, vai localizar uma correte, vai perceber os Nistarim (escondidos) e vai realmente encontrar a tradição dos ancestrais.
Vai aprender sobre o proposito da criação, sobre o Tiqun (reparo) e vai começar a trabalhar para realizar o seu reparo com o único objetivo de sua existência. Apenas quando você entender o Uno, somente aí, quando você chegar a esse ponto, vai ter ouvidos para o que estou dizendo.
Isso pode levar algum tempo, não sei quanto tempo. Agora você pode deixar de seguir as pessoas que acham que a Cabalá é conhecimento literário e ficam mantendo site de repetição de textos sem a menor vivencia. Vai olhar para sua estante e dizer: “isso não é nada”, vai ouvir as pessoas falando sobre você e dizer: “esse não sou eu”, vão dizer de onde você está e vai dizer: “não estou nesse lugar”. Vai entender porque prezo a liberdade de expressão e vai, sobre tudo, saber a diferença entre um homem funcional e a serviço do Mestre de um homem arrogante.
Somente nesse ponto, você terá ouvidos para o que  estou dizendo. Mas você pode ganhar tempo e já começar a ter ouvidos para o que estou falando e Ser um iniciado.
A verdade está aí, mas quem está praticado? Você saberia me responder isso?
Com amor, Yeva Saba