Muito antes das águas, do fogo ou
do próprio ar....Muito antes do dia ou da noite... E muito antes que o próprio
Adão, ou qualquer ser humano fosse criado, Ela, a Torah, já existia!
Quando falamos em Torah, estamos
falando de uma Personalidade autônoma, ou seja, com vida própria. A bíblia
impressa, ou o rolo de pergaminho, é apenas a sua manifestação física, sua
superfície.
Por isso, quando o Eterno,
Bendito seja Ele, resolver presentear a humanidade com sua Santa Torah, houve
uma verdadeira revolta no Céu. Pois, como sempre, o Senhor permite a liberdade
de pensamento, jamais impondo sua vontade até mesmo aos anjos. Dessa forma, o
Senhor, foi questionado por um Querubim:
“- Mas Senhor, os humanos são maus,
cheios de defeitos e falhas! Dê a Santa Torah para nós, seus anjos!” Eles, mais
do que ninguém, sabiam da grandeza daqueles ensinamentos.
O Senhor respondeu ao Querubim:
“- Te apresentarei ao meu servo Moisés, assim você poderá entender o porquê dos
humanos necessitarem Da Torah”.
O Eterno levou Moisés até o
Céu -totalmente consciente, pois ele foi
o único que conseguiu tal feito- e o colocou diante do Querubim para
conversarem. E assim se deu o encontro entre Moshe Rabeinu (Nosso Moisés) e o
anjo.
O anjo falava das maravilhas do
céu e da perfeição de tudo que Deus criou.
Moisés lhe perguntou sobre seus
pais. Ele respondeu que não tinha. Perguntou sobre seus filhos. Ele disse que também
não possuía. Moisés, com sua extrema humildade, queria saber sobre os sogros, sua
moradia, problemas com a justiça, com o clima, a colheita, a seca, das ovelhas
com filhotes...porém o anjo desconhecia qualquer desses assuntos.
Foi assim que o anjo compreendeu
que eles não precisavam da Torah, e sim os humanos.
Com essa história podemos cair no
erro de pensar que a Torah é simplesmente um manual de bem viver. Não se iluda!
APRECIAÇÃO é a palavra-chave para começarmos a
penetrar na imensidão e magnificência de toda criação divina.
Essa simples história, nos faz
entender um pouco sobre a real identidade da Torah, que é subjacente, ou seja,
que já está! Mas que por algum motivo permanece oculta. Esta é a diferença
entre “Ouvir” e “Dar Ouvido” (prestar atenção), que Moisés sempre lembrava ao
povo de Israel. Ou como Jesus costumava dizer, a Torah é “Para quem tem olhos
para ver e ouvidos para ouvir”.


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